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Mestre Pastinha

Mestre Pastinha
Le maitre Pastinha est le défenseur et le gardien de la capoeira traditionelle dite : capoeira de angola


j'adore ce chant, c'est un chant qui lui rend hommage et qui est chanté par Mestre Tony Vargas, une voix en or dans le monde de la capoeira.

Arrancado de lá

Na sua terra o negro era gente

Mas foi arrancado de lá

Na sua terra o negro era forte

Mas foi arrancado de lá

Na sua terra o negro era bonito, era puro

Mas foi arrancado de lá

Na sua terra o negro era guerreiro

Mas foi arrancado de lá

Na sua terra o negro era Rei

Mas foi arrancado de lá

Aqui o negro é nada
Agora o negro é pouco
Humilhado, espancado
Com a sua coragem em frangalhos
Mas dorme no peito do negro
Laten em ódio
Um grito de liberdade

Iêêêêêê

Essa cantiga foi gravada em homenagem ao mestre Pastinha

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só


Oi, trago e meu corpo cansado
Coração amargurado
Saudade de fazer dor

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só


Eu fui preso a traição
Trazido na covardia
E se fosse luta honesta
De lá ninguem me traçia
Na pele eu trouxe a noite
Na boca brilha a luar
Trago a força e a magia
Presentes dos Orixás

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só


Eu trago dardendo nas costas
O peso dessa maudade
Tambem pulando no peito
O grito de liberdade

Que é grito de raça nobre
Grito de raça guerreira
É grito de raça negra
É grito de capoeira

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só

Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só


Corta cana

Trabalha negro escravo
Corta cana no canavial

Oi corta cana, corta cana, corta cana, nego velho
Corta cana no canavial

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

Eu tive pai
Eu tive mãe
Eu tive filha
Mas perdi toda a família
A liberdade, o amor
E hoje em dia eu só tenho dor e calo
Trabalhando no embalo
Oi do chicote do feitor
Oi corta cana

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

Corta nego velho

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

Eu já fui Rei
A minha mulher foi Rainha
Pela mata eu vivia
Livre como um animal
Mas hoje em dia
Sou como um bicho acuado
Trabalhando acorrentado
Preso no canavial
Oi corta cana

Corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

O nego velho

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

Alma negra nunca foi escravizada
Correu menina levada
Brincando no céu de lá
Roubaram o sol
Roubaram a noite
E o meu dia
Só não roubaram a poesia
Que eu trago no meu cantar
Oi corta cana

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

O nego velho

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

Oi eu sou guerreiro
Tenho fêm
E tenho crença
Porque me vivo na crença
Que ganhei dos Orixás
Sou cana forte
Sou mermecanacaiana
Minha doçure de cana
É ruim de me derrubar
Oi corta cana

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial

Oi nego velho

Oi corta cana, corta cana, corta cana

Nego velho

Corta cana no canavial



kim: après avoir écouté ce chant,je ressens plein de chose enfin beaucoup d'émotion. (c'est mon avis)
# Posté le vendredi 23 septembre 2005 20:55
Modifié le vendredi 11 novembre 2005 21:29

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